Depois de um ano de reduções consecutivas das taxas de juro, em Julho Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, anunciou uma pausa no ciclo de descidas: a decisão surgiu porque a zona euro estabilizou na taxa de 2%, o objectivo de médio prazo definido pelo BCE.
Em Portugal, no entanto, a tendência tem sido diferente da registada no conjunto da zona euro: os preços continuam a subir.
Em Julho de 2025, a taxa de inflação em Portugal atingiu 2,6%, acima dos 2,4% de Junho - o valor mais elevado desde o início do ano e o quarto mês consecutivo de subida. O principal motor tem sido o aumento dos preços dos alimentos não transformados, em particular da fruta, que está hoje 10% mais cara do que no ano passado.
Ainda mais preocupante é a evolução nos preços do café, chá e cacau, que registaram uma subida de 12,7%. Neste caso, contudo, já se começa a notar algum abrandamento após os fortes aumentos dos meses anteriores.
Mas afinal, o que explica que Portugal esteja em contraciclo face ao resto da Europa? E o que podemos esperar para os próximos meses em matéria de inflação?
No P24 ouvimos o economista Pedro Brinca, investigador associado da Nova SBE e do Centro de Economia e Finanças da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
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