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Amistoso entre Brasil e França é também um teste para a estrutura da Copa 2026 nos EUA

26/03/2026
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O amistoso entre Brasil e França, disputado nesta quinta-feira (26) em Boston, Massachusetts, nos Estados Unidos, acontece em um momento de preocupação com a infraestrutura do país para a Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho.

Leandra Felipe, correspondente da RFI em Boston.

O confronto entre as duas seleções também funciona como um ensaio geral para a Copa, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.

Na cidade de Boston, autoridades já colocam em prática medidas para simular a operação do torneio, com mudanças nas rotas de transporte, reforço no número de trens e ajustes logísticos para lidar com o aumento do fluxo de torcedores.

Trens extras estão sendo disponibilizados saindo da estação central de Boston diretamente para o Gillette Stadium, em Foxborough, que fica a cerca de 40 quilômetros da capital.

O estádio, com capacidade para 64 mil pessoas, costuma enfrentar trânsito intenso em dias de grandes eventos, o que ainda levanta dúvidas sobre a eficiência das medidas adotadas.

Comunidade brasileira organiza festa

Fora de campo, o jogo movimenta a comunidade brasileira na região. Massachusetts abriga a segunda maior população brasileira dos Estados Unidos, o que contribui para a grande expectativa em torno da partida.

Desde o início da semana, brasileiros vêm se organizando por redes sociais e grupos de WhatsApp para encontros próximos ao Gillette Stadium — sede do time de futebol americano New England Patriots.

A torcida brasileira está preparando um "esquenta" no estilo americano de pré-jogo, o chamado “tailgate”, quando torcedores se reúnem nos estacionamentos para comer, beber e socializar antes da partida.

Mas com um toque brasileiro: sai o hambúrguer e entra a picanha. O evento, que começa ao meio-dia, deve reunir torcedores com música, bandeiras e camisas da seleção, criando um ambiente festivo.

França chega como favorita

Dentro de campo, a França chega como favorita. É uma seleção mais consolidada, com resultados recentes fortes.

O Brasil vem em fase de ajustes, e o amistoso também serve como teste para a equipe. Ainda assim, em um confronto desse nível, há expectativa de equilíbrio.

O duelo também coloca frente a frente dois companheiros de Real Madrid: Vinícius  Júnior e Kylian Mbappé, que protagonizam uma disputa por protagonismo dentro e fora de campo.

Desafios logísticos e políticos preocupam

A preparação para a Copa, no entanto, não se limita à organização dos jogos. Um impasse político em Washington levou a um shutdown parcial — quando parte do governo reduz serviços por falta de orçamento e mantém apenas atividades essenciais, mesmo sem pagamento.

Nesse contexto, agentes da TSA, responsáveis pela segurança nos aeroportos, continuam trabalhando sem salário, e mais de 480 já deixaram o cargo desde o início da crise.

Agora, faltando menos de três meses para a Copa, a chefe interina da TSA, Ha Nguyen McNeill, alertou em uma sessão do Congresso, nesta semana, que pode faltar pessoal a ponto de áreas de controle — como o raio-x antes do embarque — nem abrirem.

A preocupação aumenta diante da expectativa de até 10 milhões de passageiros extras, enquanto o treinamento de novos agentes pode levar de quatro a seis meses.

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