
Jorge Jesus: “Eu tenho um grande orgulho de ser português. Esta oportunidade que me deram vai justificar o que é a minha ideia de ser português”
Há seis anos, Jorge Jesus sentou-se pela primeira vez para falar da sua vida — não do futebol, mas da vida. Hoje, o homem que nasceu na Amadora, que saltava pela janela do primeiro andar agarrado a um poste de luz para ir jogar à bola, que vendia cobre e metal antes do amanhecer para ter dinheiro no bolso, senta-se agora no lugar mais alto do futebol português: selecionador nacional. Com Cristiano Ronaldo como elefante na sala — e como eventual trunfo ou dilema — o mesmo miúdo a quem chamavam "o Russo" ou "Lourinho" vai agora tentar escrever o capítulo mais ambicioso de uma carreira construída entre Felgueiras e o Rio de Janeiro, entre o Belenenses e o Benfica, entre o Sporting e o Al-Nassr, onde treinou o melhor marcador de todos os tempos e o homem que elevou a dimensão portuguesa a outro patamar: “O próprio Ronaldo, no princípio da sua carreira, disse que ia ser um dos melhores jogadores do mundo. E é. E foi. Eu sei que sou um dos melhores. Não sou eu que digo — são os jogadores que trabalham comigo.”
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