A Vida não é o que Aparece podcast

Pedro Carvalho: "Foi muito difícil darem-me um personagem brasileiro"

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Pedro Carvalho cresceu no Fundão com os pais e os dois irmãos. Já em Lisboa, estudou Arquitectura e representação ao mesmo tempo. Tornou-se conhecido do grande público na série juvenil Morangos com Açúcar e, desde então, é presença assídua na televisão. Em 2016, com Escrava Mãe, estreou-se no Brasil, dividindo-se entre os dois países e os dois sotaques do português. Recentemente, o actor descobriu uma nova faceta enquanto produtor, também tem um hotel em Lisboa e até já fez uma exposição de pintura em nome próprio. No meio de tudo isto, ainda arranja tempo para actualizar diariamente os 1,6 milhões de seguidores no Instagram.

Mas só o faz porque é parte inerente do que é hoje ser actor, confessa ao PÚBLICO no podcast A Vida Não É o Que Aparece. “Se não fosse actor e artista, nem teria redes sociais. Sou aquela pessoa que gosta de viajar e observar e não fotografar. Prefiro contemplar”, diz, explicando que, talvez por isso, nunca sentiu “necessidade de expor” a sua vida pessoal. “Não sou esse tipo de pessoa que tem uma comunicação tão orgânica. Tem a ver minha personalidade. Sou mais reservado, sou mais tímido”, analisa.

E preocupa-se com “a imagem perfeita” que as redes sociais nos vendem. “A pessoa tira uma fotografia e a seguir o sorriso esvanece. A rede social é isto. Mostramos aquilo que queremos mostrar”, lamenta. Na sua página, fala quase sempre sobre os trabalhos que vai fazendo no cinema e na televisão, sobretudo no Brasil, onde tem vindo a construir carreira na última década.

Primeiro, “só fazia os portugueses” nas novelas, mas decidiu vencer essa limitação e adoptar o sotaque de português do Brasil com ajuda de um terapeuta da fala. “Foi muito difícil darem-me um personagem brasileiro. Não acreditavam que conseguisse fazer”, recorda. Hoje, vai saltando entre sotaque quando lhe convém, levantando até algumas críticas por parte dos seguidores portugueses. “Dizem-me ‘ele renunciou a pátria’ ou ‘ele já não sabe falar’. Não entendem que isto é uma página de trabalho”, defende no quarto episódio de A Vida Não É o Que Aparece.

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