Depois do cinema espanhol, na semana passada, o cinema francês, esta semana. É mais um episódio de No Escuro.
Portugal não tem tido razão de queixa dos distribuidores/exibidores independentes, que têm actualizado o mercado e os espectadores — por exemplo, nos últimos anos, as transgressões dos cineastas iranianos chegaram-nos a tempo e horas.
Podemos é perguntar se os espectadores estão à altura deste esforço...
Não é uma questão lateral, essa. É mesmo decisiva. Se bem que centramos a conversa, agora, na presença em sala de dois recém-premiados com os Césares da indústria francesa: Caso 137, de Dominik Moll, Nino, de Pauline Loquès.
Dois retratos: de senhora, uma investigadora da polícia, interpretada por Léa Drucker, numa espécie de thriller processual, seco, despojado; de rapaz, um jovem (Théodore Pellerin) diagnosticado com um cancro, cujo comportamento a câmara observa durante um fim-de-semana antes do início do protocolo da quimioterapia: o corpo é aqui o plot.
Haverá ainda memória de um tempo em que a cinematografia francesa disputava as bilheteiras, nas salas portuguesas, com o cinema americano? Que cineastas como Alain Resnais, por exemplo, eram programados em salas vocacionadas para a maioria do público burguês adulto que ia ao cinema? Lembramos isso aqui...
No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).
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