Um trabalho de investigação do PÚBLICO deu-nos conta que há um número indeterminado de crianças e jovens no regime de ensino doméstico. Nada de mais até que se constata que muitos dos que aprendem em casa não estão registados numa escola pública ou privada, como exige a lei. O trabalho exaustivo da jornalista Andreia Sanches dá-nos conta que nem o Ministério da Educação nem o sistema judicial conhecem a dimensão do problema nem sabem como lidar com os seus impactes.
Convém não dramatizar e concluir que todas essas crianças e jovens não vão à escola por causa do radicalismo dos pais ou por qualquer outra razão que comprometa os seus futuros. Os pais têm todo o direito de escolher a educação dos seus filhos. Mas para evitar abusos ou danos no processo de aprendizagem, o Estado tem a responsabilidade de acompanhar a decisão dos pais e exigir a avaliação regular dos alunos. Haver crianças e jovens numa zona cinzenta de desconhecimento é algo que custa a aceitar numa sociedade decente. E para o travar, basta uma única coisa: que os pais registem as suas escolhas nas escolas reconhecidas pelo Estado. Podem assim exercer a sua liberdade e o Estado pode assim cumprir o seu dever de garantir a educação ou a segurança das crianças..
Para sabermos mais e melhor o que está em causa, vamos conversar com a autora deste importante trabalho. A Andreia Sanches é redactora principal do PÚBLICO e a educação é há muitos anos o principal foco da sua actividade profissional.
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