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Extrema-direita chegou tarde, mas cresceu rápido. Porquê?

23/1/2026
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Durante muitos anos, Portugal esteve imune ao crescimento do populismo de extrema-direita, ao contrário do que acontecia em grande parte dos países da União Europeia. Mas bastaram seis anos para que o Chega de André Ventura passasse de um único deputado para segunda força parlamentar, em 2025. Os 60 deputados do Chega abalaram os alicerces do bipartidarismo, dado até aí como garantido.

A primeira volta das eleições presidenciais consolidou o peso eleitoral de André Ventura, o segundo candidato mais votado, com uma percentagem de 23,52% que ficou muito à frente do candidato do PSD e do Governo, e que irá disputar a segunda volta com António José Seguro. O Chega combina nativismo, autoritarismo e uma xenofobia específica contra a comunidade cigana e o seu sucesso pode ser atribuído, entre outras causas, à activação de um eleitorado propenso à abstenção, à visibilidade do seu líder e à utilização das redes sociais.

É o que defendem vários investigadores, portugueses e estrangeiros, que participam na obra colectiva Chega: The New Portuguese Far Right, publicada, recentemente, pela Routledge. Este livro conclui que a normalização mediática e política do Chega permitiu o seu crescimento entre um eleitorado moderado e atraiu militantes à procura de uma oportunidade na política.

O convidado deste episódio é João Carvalho, o coordenador deste livro. Cientista político e investigador do Iscte, João Carvalho tem vindo a estudar os movimentos da extrema-direita europeia.

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